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JBL C50HI vale a pena? Para a reunião das nove, sim

JBL · dentro do ouvido, com fio

Fone com fio preto, com ponteiras de silicone e o controle no cabo
Bateria
não tem
Carga rápida
não carrega
Dois aparelhos
não
App
não tem
Respingo
não declara

Nove da manhã, reunião no notebook. O fone sem fio está sem bateria de novo, o do computador capta o ventilador, e o headset faz sua voz chegar baixa. É nessa hora que um fone com fio simples faz sentido.

O C50HI é isso: um fone de dentro do ouvido, com fio, plugue P2 e um microfone no cabo. Não carrega, não pareia, não atualiza. Pluga e funciona. Dos cinco desta comparação, é o mais barato e o mais limitado, e mesmo assim tem um lugar onde ganha de todos.

Formatodentro do ouvido, com fio
Alto-falante8,6 mm
Faixa20 Hz a 20 kHz
Impedância30 ohms
Sensibilidade101 dB SPL a 1 mW
Cabo1,2 m, plugue P2 de 3,5 mm
Microfoneno cabo, com um botão
Ponteirastrês tamanhos
Baterianão tem

O que os números querem dizer

Impedância é a resistência que o fone oferece à corrente que vem do aparelho, medida em ohms. Abaixo de uns 50 ohms, celular e notebook tocam sem esforço. Com 30 ohms, o C50HI não pede amplificador.

Sensibilidade diz quanto volume o fone tira de pouca energia. Com 101 dB, ele vai alto com folga. E vai mesmo: o volume é um dos pontos fortes.

A faixa de 20 Hz a 20 kHz é a do ouvido humano. Quase todo fone declara a mesma, e ela não diz nada sobre o som.

O microfone perto da boca

Aqui o C50HI ganha dos fones sem fio desta comparação. O microfone fica no cabo, a um palmo da boca. Em reunião pelo notebook, a voz sai limpa e com pouco barulho de fundo. Há quem tenha trocado um headset por ele por esse motivo: a voz chegava baixa e agora não chega mais.

Também serve para gravar voz pelo celular, com pouco ruído de fundo.

O botão que só o celular entende

A peça inteira do microfone é o botão. Um toque toca ou pausa, dois avançam, três voltam, e segurar chama o assistente de voz ou encerra a chamada.

No celular com entrada P2, funciona. No notebook, o botão pode não pausar nem trocar faixa no player. O microfone funciona; o controle, nem sempre. Se a sua ideia é pausar o vídeo da aula pelo fone, teste antes.

O isolamento

Com a ponteira certa, ele veda bem o ouvido. Em ônibus e metrô, isso ajuda. Em casa, pode atrapalhar: com volume médio, some o interfone e some quem chama da cozinha.

Há quem ache que abafa pouco, e aí quase sempre é a ponteira. Teste os três tamanhos.

Ponteiras

A caixa traz três tamanhos de ponteira. Só que a média e a grande são quase iguais, e a troca entre elas muda pouco. E elas saem da cápsula com facilidade. Guarde as sobressalentes num lugar fácil, porque uma delas vai ficar no bolso da calça.

O formato da cápsula é inclinado. Parece que vai incomodar, mas assenta bem. Dá para passar o dia inteiro de trabalho sem dor, e numa corrida curta, com o celular no bolso, ele não sai do ouvido.

O fio, o ponto fraco

O plugue já vem dobrado em 90 graus. Ele força menos o cabo na saída do celular do que um plugue reto, e isso prolonga a vida do fone.

O fio é que preocupa. É fino, do tipo que vem nos fones de brinde. Abaixo da junção em Y, os fios de cada lado seguem separados, sem capa única, e esse é o ponto onde costuma romper. A peça do microfone é de plástico simples. Há unidade que perdeu um lado em cerca de três meses de uso diário, só em casa. A expectativa realista é de um ano, com cuidado.

Cuidado, aqui, quer dizer: não puxar pelo fio, não enrolar apertado, não deixar o cabo preso na cadeira.

O grave da embalagem

A embalagem fala em grave forte. O grave existe, mas é discreto. O som é bom, com agudo bem separado e volume alto. Quem procura batida forte vai achar mais no TAT1109, sem fio.

A entrada que sumiu

Antes de comprar, olhe o seu celular. Muitos modelos novos não têm mais a entrada de 3,5 mm. Nesse caso, o C50HI precisa de adaptador USB-C, e o botão pode não funcionar por ele. Num notebook ou num celular com a entrada, nada disso importa.

Pra quem serve

Serve para quem trabalha no computador, faz reunião por voz e cansou de carregar fone. Serve como fone reserva na mochila, que nunca está sem bateria. Serve para quem quer gastar o mínimo e aceita trocar de fone em um ano.

Não serve para quem quer um fone para durar anos, nem para quem tem celular sem a entrada e não quer adaptador. Para o resto, pelo preço, é difícil errar.

O que a marca publica

O que não bate ou falta

  • A embalagem fala em grave forte; no uso o grave fica discreto.
  • Peso.
  • Celular sem entrada de 3,5 mm precisa de adaptador.